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26/02/2018

TJPA inaugura Arquivo Regional

Santarém receberá processos de 14 comarcas do Oeste do Pará.

“Não se pode pensar no futuro, sem cuidar do passado”. Com essa frase, o desembargador Ricardo Ferreira Nunes, presidente do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), encerrou seu discurso ao entregar o primeiro Arquivo Regional de Processos (ARP), nesta sexta-feira, 23, em Santarém. O local receberá todos os processos encerrados de 14 comarcas da região Oeste do Pará. 

Com a presença do diretor do Fórum de Santarém, juiz Cosme Neto, e da diretora do Departamento de Documentação e Informação do TJPA, Pollyanna Pires, além de outros 10 magistrados de Santarém e comitiva da presidência, foi entregue o prédio recém-reformado no bairro do Santíssimo com uma grande estrutura e estantes gigantescas, com quase 13 mil caixas de processos já acondicionadas, somente da Comarca de Santarém. As comarcas de Faro e Rurópolis já entregaram outras 500 caixas e mais 10 mil caixas de processos devem ser enviadas pelas outras 11 comarcas da região até o final do ano. O projeto do TJPA pretende criar outros dois grandes arquivos regionais, em Belém e Marabá, para atender as demais comarcas. O Pará tem hoje 114 comarcas em funcionamento, abrangendo os 144 municípios do Estado.

Pollyanna Pires ressaltou o apoio de servidores de Santarém, Faro e Rurópolis, para concluir a primeira etapa de organização do ARP/Santarém, que é gerenciado pela servidora Mary Jane Moreira Oliveira. A diretora falou também da importância da parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que entregou um DVD com a digitalização de processos históricos do século XIX, que estão sendo restaurados pela instituição para uma futura exposição. O diretor do Fórum de Santarém, aproveitou para anunciar que este ano, em comemoração aos 185 anos de fundação da Comarca, estes processos históricos serão expostos ao público, dentro da programação para a qual convidou o presidente do Tribunal.

O desembargador Ricardo Ferreira Nunes disse que o TJPA, apesar da atual situação econômica que afeta todos os órgãos do país, não mediu esforços para atender a um antigo pleito dos juízes de comarcas do interior, que não tinham como acondicionar processos já encerrados. Agora, agrupados em arquivos regionais, os processos poderão ser acessados com maior facilidade, já que os ARPs terão estrutura para digitalizar partes do processo para serem incluídas nos sistemas de acompanhamento processual, facilitando a visualização virtual, quando houver interesse específico. “Os tempos de hoje nos fazem agir com parcimônia para não afetar nossas atividades, mas investir neste setor é fundamental para avançarmos para a era digital, que é o nosso futuro”, concluiu o presidente.

 

Fonte: TJPA.

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