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25/04/2017

TJDFT investe em libras para promover inclusão

Por meio do Núcleo de Inclusão, o TJDFT mantém contrato com empresa especializada em interpretação e tradução simultânea em Libras.

Nesta segunda-feira, 24/4, comemora-se o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais - Libras, instituído pela Lei 13.055, de 22/12/2014, e o TJDFT tem abraçado essa causa. O Tribunal tem incentivado tanto o aprendizado dessa segunda língua oficial do Brasil quanto a utilização de tradutores de modo a promover a inclusão de pessoas surdas. Desde 2010, por meio da Escola de Formação Judiciária, foram realizadas 25 ações educacionais voltadas ao ensino de Libras, sendo 20 cursos, 4 oficinas e 1 palestra, atendendo a um total de 429 participantes. Por meio do Núcleo de Inclusão, o TJDFT mantém contrato com empresa especializada em interpretação e tradução simultânea em Libras. A contratação atende o disposto na Resolução 230/2016 do CNJ, cujo teor trata da implementação de medidas que assegurem a ampla e irrestrita acessibilidade física, arquitetônica, comunicacional e atitudinal das pessoas com deficiência, na Justiça. O serviço é disponibilizado para eventos, solenidades, reuniões, sessões, seminários, conferências, workshops, cursos, palestras, discursos, programas, apresentações e outras atividades e projetos institucionais promovidos pelo Tribunal, além de audiências judiciais de 1ª Instância.

A comunicação por meio de Libras tem promovido também a interação de servidores surdos com colegas ouvintes e facilitado a inclusão laboral. O servidor Filipe Correia, engenheiro de formação e atualmente técnico judiciário no TJDFT, é uma pessoa com deficiência auditiva e conta que a Libras proporciona a ele “participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas tanto no ambiente de trabalho quanto na sociedade de forma geral”. Para ele, o aprendizado de Libras é muito importante pois, “quando há ausência de acessibilidade, as pessoas com deficiência não conseguem demonstrar seu grande potencial”. Felipe perdeu a audição aos dez meses de idade em decorrência de meningite. Aos 21 anos, conheceu a Libras que lhe proporcionou mais autonomia que a oralização. Foi como se “tivesse nascido de novo”, comemora, lembrando que se sentiu mais incluído e autônomo a partir daí. Ressalta ainda que é muito importante para demais pessoas aprenderem Libras não apenas para se comunicarem com surdos, mas também em situações específicas, quando se exige silêncio, como em uma operação policial, durante um mergulho ou para falar com um interlocutor distante, por exemplo.

A analista de sistemas Alessandra Shimabukuro, deficiente auditiva desde os 11 meses de vida, também tem uma história parecida com a de Filipe. “O que a Libras me ajuda é deixar a comunicação eficiente, complementando com o oralismo, jargão usado pelos surdos para a comunicação em voz”, explica. Esclarece que, para os surdos, adquirir o oralismo é um trabalho longo e árduo, pois exige trabalhar com a respiração e os músculos responsáveis pela fala, mesmo tendo a audição comprometida. Conta que a maioria de surdos desde o nascimento ou infância não consegue um bom desempenho de oralismo e que a vantagem da Libras é a comunicação visual. Esclarece que a Libras é uma língua materna dos surdos brasileiros e não é universal como a maioria pensa. Alessandra é formada em Ciência da Computação e pós-graduada em Engenharia de Software. É analista judiciária e está lotada no Serviço de Apoio à Gestão de Internet.

Fonte: TJDFT

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