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24/03/2018

Gestão ambiental garante redução do consumo de água na Justiça gaúcha

Relatório da UNESCO revela um dado preocupante: quase 4 bilhões de pessoas vivem em áreas que apresentam escassez de água de, pelo menos, um mês por ano. Um alerta da Natureza que requer a conscientização geral e a adoção de medidas sustentáveis que ultrapassam os limites das casas e exigem soluções coletivas e políticas eficazes. Ciente da necessidade de bem gerir os recursos hídricos, o Poder Judiciário gaúcho possui uma política de gestão ambiental em seus prédios.

No Tribunal de Justiça, a Unidade Ambiental ECOJUS é o setor responsável por cuidar da questão. Em 2015, a unidade elaborou o Plano de Logística Sustentável (PLS), que prevê a adoção de modelos de gestão organizacional e de processos estruturados na promoção da sustentabilidade ambiental, econômica e social no âmbito do TJ e das Comarcas do Interior gaúcho.

Entre outras medidas, o PLS estabeleceu a redução de 4% no consumo de água, cuja meta foi alcançada, com a otimização dos recursos hídricos das caixas d'água, reaproveitamento das águas cinzas (qualquer água residual, originada a partir de processos não industriais - como lavar as mãos, exceto dos vasos sanitários), e o uso do Gerenciamento Matricial Ambiental (GMA), ferramenta que permite o controle de dados com gastos e consumos. Através do GMA, é possível analisar o consumo individual de cada comarca dentro dos respectivos clusters.

O Departamento de Infraestrutura (DINFRA) do TJRS também atua nessa parceria, comprometido com a implantação de ações sustentáveis nos prédios do Poder Judiciário. Em 2008, foi iniciado processo de renovação conceitual dos projetos arquitetônicos dos prédios, buscando aliar funcionalidade e diretrizes sustentáveis, entre elas, a economia de água. Em 2011, esses conceitos começaram a ser aplicados nas novas construções. Foram, então, inaugurados prédios sustentáveis que contam com, entre outras características, reuso de águas pluviais e águas cinzas em banheiros e manutenções prediais.

O reuso de águas pluviais é uma iniciativa que destina as águas provenientes da chuva para manutenção de jardins e acontece nos prédios construídos ou ampliados a partir de 2011-2012. A captação é feita por meio de cisternas. Já as águas cinzas, oriundas dos lavatórios, são utilizadas para descarga nos vasos sanitários. Um sistema hidráulico faz o aproveitamento dessas "águas de reuso".

Além disso, nas novas instalações, o DINFRA também instalou torneiras temporizadas.

As iniciativas vêm dando bons resultados. De acordo com o ECOJUS, dados relativos ao consumo de água em 2017 apontam que houve redução de 14,22% no consumo de água nos prédios do Judiciário, superando a meta inicial prevista de 1,50%. Além disso, apesar do aumento da área total do TJRS, houve redução no consumo relativo de água (m³/m²) em comparação com 2016, que foi 0,30m³/m², e, no ano passado, caiu para 0,25m³/m².

"Acreditamos que a redução se deve às iniciativas do DINFRA e às capacitações e consultorias ambientais realizadas pela Unidade Ambiental - ECOJUS, bem como os cursos em EAD, visando à conscientizar o corpo funcional quanto à racionalização do consumo de água", afirma a Chefe do ECOJUS, Sônia Maria Pires Jardim de Oliveira.

Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, determinando que o dia 22 de março seria a data oficial para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra.

Neste mesmo dia, a ONU lançou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que apresenta entre as principais normas:

  1. A água faz parte do patrimônio do planeta
  2. A água é a seiva do nosso planeta
  3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados
  4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos
  5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores
  6. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo
  7. A água não deve ser desperdiçada nem poluída, nem envenenada
  8. A utilização da água implica respeito à lei
  9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social
  10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra

Fonte: TJRS.

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