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25/09/2018

ANAMAGES repudia declarações inverídicas de candidato à presidência da OAB no Maranhão

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES) manifesta veemente repúdio às declarações inverídicas divulgadas em redes sociais no último dia 21, pelo candidato à vaga de presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Maranhão, advogado Mozart Baldez. Durante uma visita ao Fórum da Comarca de Imperatriz, o advogado gravou um vídeo acusando os Juízes de não cumprirem a sua jornada de trabalho. No momento da visita, a Juíza de Direito Ana Beatriz Carvalho estava participando de curso promovido pela Escola da Magistratura (Esmam), que foi realizado nas dependências do próprio Fórum. A Magistrada ocupa o cargo de integrante do Conselho Deliberativo da ANAMAGES representando o Maranhão.

O presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), o Juiz de Direito Angelo Santos, contestou as afirmações e disse que as acusações não condizem com a verdade, consistindo em crítica totalmente descabida a toda a Magistratura maranhense.

A ANAMAGES endossa a contestação feita pela AMMA. O Presidente da entidade, o Juiz de Direito do TJMG, Magid Nauef Láuar, afirma que o ato do advogado Mozart Baldez fere a Magistratura maranhense e se estende a toda a Magistratura brasileira. “A Magistratura brasileira esta fragilizada, pois enfrenta, diuturnamente, cruéis ataques da opinião publica que tenta enfraquecer o Judiciário, especialmente após as investigações da Operação Lava-Jato. Neste momento delicado surgem, com alguma frequência, figuras que aproveitam o cenário para seguir a corrente de ataques e conquistar alguma visibilidade”, disse.

O Presidente da ANAMAGES lamenta que essas críticas infundadas tenham sido feitas por um advogado, especialmente porque esses profissionais conhecem a rotina dos Magistrados e sabem que além dos plantões, os Juízes também realizam atendimento aos advogados, fazem correições, etc.

 

Eficiência comprovada

O Relatório Justiça em Números 2018, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), comprovou a eficiência da Magistratura maranhense, que pontuou entre as melhores do País no ano de 2017 no Índice de Produtividade no 1º grau. Cada juiz maranhense julgou, em média, 1.733 processos, enquanto recebeu 1.320 novos casos. Além disso, o relatório comprovou, ainda, que o Tempo Médio da Sentença da Magistratura de 1° grau foi de 1 ano e 11 meses, enquanto que a média nacional ficou em 3 anos e 9 meses. O TJMA ficou na 2ª colocação entre os Tribunais de médio porte.

 

 

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